|
História da Lisboa
História
História de Laranjeiro
Nos seus primórdios o Laranjeiro era conhecido sobretudo como lugar de passagem, ligando o sul do concelho a Cacilhas à vila de Almada, através da estrada que passa pelas Barrocas e Cova da Piedade e conduzia à Mutela.
Nessa época mais antiga, o Laranjeiro não era mais que um espaço rural onde existiam várias quintas com as respectivas casas senhoriais, entre as quais se destacam a Quinta dos Espadeiros, designação apontada por alguns historiadores, por nelas haver permanecido, em finais do século XVII, um foreiro da Albergaria de S. Lázaro, de nome Manuel Ribeiro, fabricante de espadas; a da Quinta de Santa Ana, edifício do mesmo século, propriedade do Marquês de Sabugos, mas aforada a Agostinho de Rosales Santana; a da Quinta do Secretário, edifício do século XVIII, cujo nome vem do seu proprietário, D. Gil Eanes da Costa, ser na época, secretário de estado; e a Quinta de Santo Amaro (século XIX), onde a câmara municipal de Almada instalou um centro de actividades culturais e em torno do qualse aponta ter dado origem ao topónimo Laranjeiro.
Contudo esta opinião não é unânime, certos historiadores defendem a tese segundo a qual a origem do topónimo se deve à alcunha pelo qual era conhecido o habitante de Cacilhas, José Rodrigues (O Laranjeiro), proprietário da Quinta de São Amaro, situada naquele perímetro, generalizando o aludido topónimo entre as gentes da época.
Toda a área que se estende do Caramujo à foz do Rio Judeu, é pertença do Alfeite, propriedade da Ordem de Santiago, através da doação de D. Sancho I, em consequência da doação de Almada à referida ordem militar, em 1186. Voltou à posse da coroa com D. Dinis, em 1298. A partir de então, passou a pertencer ao dote das rainhas e D. Leonor Teles doou e vendeu-o ao judeu David Negro.
Com a conquista da independência, D.João I incluiu na doação a o Nuno Álvares Pereira que por sua vez, o doou à Ordem do Carmo ficando, pouco a pouco alienado em fracções.
Em 1641, D. João IV confiscou a fracção que pertencia ao duque de Caminha e em 1654 criou a Casa do Infantado, doando-a ao infante D. Pedro. Até 1834, data da extinção da referida casa, os vários reis foram adquirindo diversas fracções concentrando-as no referido património. De tal forma, que o Alfeite chegou a compreender as Quintas da Penha, da Piedade, do Outeiro, da Romeira, do Antelmo e da Bomba. nele estavam incluídos, os pinhais de Corroios, e do Cabral na margem do Rio Judeu, os moinhos do Galvão, da Passagem, do capitão e da Torre, hoje pertencentes ao actual concelho do Seixal.
O Laranjeiro foi elevado a freguesia em 4 de Outubro de 1985, em consequência da aprovação, por parte da Assembleia da República do Decreto-Lei 126/85.
Património
Arquitectura
Palácio Real do Alfeite (situado na Base Naval de Lisboa)
Casa Senhorial da Quinta de São Amaro
Escultura
Monumento aos 25 anos do Poder Local
Monumento à Solidariedade
Monumento à Fraternidade e aos 15 anos da freguesia
Conjunto escultórico ao Barril d'Alva
|